07/03/2017

A representação da mulher para as meninas: Os arquétipos femininos


Essa semana está sendo especial aqui no Casa Design Studio, os posts até sexta-feira são especiais para o empoderamento feminino em homenagem ao Dia Inaternacional da Mulher.

A nossa identidade recebe forte influência da nossa cultura e da nossa criação. Podemos nos relacionar com personagens antigos ou da moda que são carregados de imagens que atuam no inconsciente da nossa pisique.

Existem diversos modelos femininos que a menina conhece a partir da infância através de contos, filmes, teatro e novelas que se tornam aprendizados relacionados aos valores e comportamentos necessários para que a sua vida se desenvolva.

Em geral os estímulos que são dados às meninas a partir de diversos personagens incentivam que elas sejam meigas, delicadas, cuidadoras, mães, caseiras, esposas e belas. Já os meninos são encorajados a serem agressivos, ativos, aventureiros e independentes.

As diferenças referentes ao comportamento entre os sexos não são naturais, mas construídas socialmente. Desde criança, são os personagens que nos dão apoio para nos expressarmos e explorarmos nossa existência. Quando estudei Desenho Industrial, passei a entender que os personagens de contos não estão ali por acaso, existe sempre a construção de uma personalidade por trás.

Carl Jung, fundador da psicologia analítica, aprofundou o entendimento sobre os arquétipos (personagens) na psicanálise e os definiu como "fantasias, imagens ou sentimentos que vivem profundamente no inconsciente da humanidade." Os arquétipos da figura materna, do herói e da princesa, são alguns exemplos de imagens que todas nós temos no nosso imaginário, desde pequenas, independente de onde fomos criadas, do país que vivemos ou das nossas crenças.

Os arquétipos estão presentes nos mitos, lendas e contos de fada, pois dão o verdadeiro significado para essas histórias e as conectam a nós, seres humanos.

Cada pessoa faz uma leitura ou se conecta de forma diferente com um arquétipo, de acordo com a sua relação com o mundo e consigo mesmo, suas experiências de vida, memórias e desejos. Algumas mulheres, por exemplo, são mais românticas, sonhadoras e têm o desejo de encontrar a sua alma gêmea. Outras mulheres podem ter um desejo de realizar um ato heroico, vontade de sair explorando o mundo e enriquecer.

Em geral a escolha de um arquétipo se dá pelo personagem que está mais próximo da sua essência, ou o que corresponde ao o que a sua família espera ou um arquétipo que é o oposto de como se vive.

Em culturas antigas as deusas eram os arquétipos aos quais meninas eram expostas desde a infância, mas na nossa cultura, os arquétipos femininos vieram sobre tudo da televisão e dos contos de fada.

Vamos ver alguns arquétipos femininos da década de 90, personagens que influenciaram muito as mulheres de hoje:

Penélope Charmosa



Mulher dinâmica, inovadora, atrevida e sexy. Ela impõe seu mundo cor de rosa onde for.


Betty Boop



Diva sensual sem medo de atrair a atenção dos homens.

Mônica



Arquétipo de uma mulher guerreira que expressa as qualidades do planeta Marte: direta, impulsiva e com forte instinto de sobrevivência.

Cinderela



Mulher que alcança a felicidade somente após grandes sofrimentos.

Olívia Palito




 Mulher companheira,  amiga do parceiro, sem vaidade e sem sensualidade.

A Bela Adormecida



Mulher que depende de um homem para estar viva, somente através do homem pode expressar paixão e prazer de viver.

Mulher Maravilha



Representação da força feminina, ela usa todos os seus poderes pela paz e para salvar a todos.

Pocahontas



Mulher selvagem, natural, honesta e pronta para lutar por causas justas.

Mulan



Mulher jovem, guerreira e corajosa.

Branca de Neve



Mulher jovem, meiga, humilde, solidária, adora os animais da floresta e tem uma atitude positivista perante as circunstâncias.

Ariel



Mulher que se engaja a intensos relacionamentos, mudando toda a sua vida em prol do que deseja ou de quem a fascine. 



Existe uma infinidade de arquétipos. Tão múltiplos quanto nós. Desta forma, esse post poderia ser infinito, pois todos os dias nos deparamos com representações de mulheres em nossas mídias. Para finalizar, Jung ressalta que o arquétipo representa essencialmente um conteúdo inconsciente, que poderá ser modificado através do autoconhecimento.

Agora é com você:

Quem era os seus personagens preferidos? Quem era a sua ídola? Do que você gostava de se fantasiar quando criança? Quais personagens você não gostava? Fazendo esse exercício, podemos trabalhar conscientemente com os arquétipos, tendo a oportunidade de desenvolver consciência sobre nós mesmas.

Veja aqui o primeiro post da série: Designer finlandesa ensina como não ser conformista.

Referências: A moda imita a vida; Diálogos criativos entre Arteterapia e a psicologia Junguiana e Ser Mulher: Feminino Consciente

PS: Não foi identificado o nome do artista da primeira imagem, se você tiver conhecimento da autoria, me ajuda com os devidos créditos? Obrigada! <3



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