25/03/2014

Inspiração na natureza

Olá!

Acho engraçado, e até divertido como está a minha vida depois que comecei postar aqui! É sério! Parece que saio andando por aí procurando coisas que poderiam ser interessantes para postar aqui. E não é que eu acho?! 
Desta vez, eu estava no supermercado, no corredor dos temperos quando vejo o tal do "Limão Espremido Cocinero", eu já tinha visto a propaganda desse produto e curiosa que sou, peguei a embalagem para ver os ingredientes, e eram esses:

"Água, suco concentrado de limão, conservantes: benzoato de sódio, sorbato de potássio, antioxidantes: metabissulfito de sódio, ácido ascórbico, aromatizantes/saborizante."

Uau! Com tantos nomes esquisitos é difícil acreditar no "puro limão pronto para usar"!
Será que buscamos tanto a praticidade no nosso dia a dia, que preferimos produtos artificiais, aos que já existem na natureza? Eu sei que cientistas desenvolvem uma série de novos compostos químicos a cada dia, e nossa, sou muita grata por eles, de verdade! A química sintética nos beneficia bastante, temos inúmeros bens de consumo que não viveríamos sem! Mas substituir diversos componentes encontrados na natureza por componentes químicos sintéticos, não me parece lógico! E é isso que vem acontecendo dia após dia, e em diversos setores. 

E mais uma vez, percebo a importância do começo de um projeto, nessa fase é pensado nos materiais, energia, mão de obra, sua toxidade, capacidade de reciclagem, enfim, em toda a vida útil de um novo produto. E com isso na cabeça, fui pesquisar um pouco sobre essa etapa, e encontrei a biomimética, onde as soluções em design são inspiradas na natureza para criar produtos.
Annie Leonard, a minha guru no quesito sustentabilidade, nos lembra em seu livro, A História das Coisas, que a natureza funciona por energia solar e usa apenas a energia que necessita; usa uma química à base de água; adapta a forma à função; recicla tudo; investe na diversidade e utiliza o poder dos limites. E o mais legal disso é que engenheiros, químicos e designers "verdes"estão cada vez mais descobrindo como fazer com que tecnologias, infraestrutura e produtos sigam esses mesmos princípios da natureza.

Um exemplo dessa ciência pode ser as fibras que aderem um mexilhão à rocha,  que se dissolvem após dois anos; as embalagens poderiam ser igualmente projetadas para se dissolver quando já não são necessárias. Seria ótimo isso, não?!

Quando leio sobre essas coisas fico super empolgada, mas ás vezes também bate um desânimo, será que é utópico demais pensar nisso tudo? Querer compreender, imitar e preservar a natureza? Mas aí quando vem esse tipo de pensamento quase sempre tropeço em uma esperança do tamanho de uma pedrinha que sempre cruza o meu caminho. Dessa vez a esperança não foi uma pedra, mas um grilo, feito com palha de coqueiro, que o rapaz sentado no meio da calçada, ali no Largo do Machado, fazia com toda a agilidade de sua técnica, que aprendera aos treze em sua terra em Porto Seguro. Não só grilos ele fazia com maestria, mas chapéus, cestos de frutas, de lixo, enfim o que você quiser!


Olha que lindo!



Você tem noção do quanto meu ser vibrou de felicidade ao ver coisas lindas serem feitas a partir de palhas de coqueiro? Algo assim, tão simples e tão escancarado em nosso artesanato, traz uma luz no fim do túnel ao meu desânimo, e cada vez mais sigo na direção que materiais, produtos e estilo de vida ecologicamente corretos não é só possível como necessário!

Não preciso nem dizer que comprei o grilo e os cestos!!! haha E caso você cruze por aí, por algum artesão, acredito que irá valer a pena perder um tempinho e ver a engenhosidade da técnica, é algo realmente brilhante!

A cestinha pronta aqui em casa, depois de uma camada de verniz para ficar mais durável.


Só para finalizar, depois disso tudo, em casa, assistindo Viver com Fé, Cissa Guimarães lê uma mensagem que me deixou ainda mais motivada:
"Se os passos ainda são curtos, continue caminhando, pois das mais danosas chuvas, nascem os arco-íris."

Como acho que tudo é uma pista para mim - haha - meu dia não poderia fechar de forma melhor! Foi tipo um... Calma Thamyrez, sem neura, sem pressão, seus passos ainda são curtos, mas continue caminhando, e que tal uma limonada?! Afinal, espremer alguns limões não é tão trabalhoso assim!

Algumas fontes que me ajudaram nesse post:
http://biomimicry.net
Leonard, Annie. A História das Coisas. Zahar.

Obrigada por estar aqui comigo!
Até a próxima! ;)